Por que o roubo de US$ 89 milhões da Coldcard é otimista para ETFs de Bitcoin, explica analista da Bloomberg

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2026-08-02Fonte: u.today
Por que o roubo de US$ 89 milhões da Coldcard é otimista para ETFs de Bitcoin, explica analista da Bloomberg

A falha massiva de segurança que afetou as carteiras de hardware Coldcard, que supostamente fez com que usuários perdessem cerca de US$ 89 milhões, não pôde deixar de gerar um debate sobre a confiabilidade da autocustódia em criptomoedas.

De acordo com o analista sênior de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, o incidente fornece um argumento claro a favor dos ETFs de Bitcoin à vista regulamentados e pode minar significativamente o conceito de manter ativos em dispositivos pessoais.

A causa técnica do incidente foi uma falha de firmware nas carteiras Coldcard produzidas pela empresa canadense Coinkite Inc. que existia desde 2021. Em vez de gerar chaves privadas dentro de um chip de hardware isolado, os dispositivos usavam um algoritmo de software previsível, permitindo que hackers calculassem as chaves offline e lançassem uma retirada automatizada de fundos.

Ao discutir a situação na plataforma de mídia social X, Balchunas chamou a atenção para o tamanho modesto do fabricante. De acordo com dados da PitchBook e do LinkedIn, a Coinkite tem uma equipe de apenas cerca de cinco pessoas, o que parece surpreendentemente desproporcional à quantidade de capital que seus produtos devem proteger.

"TIL a empresa da Coldcard tem tipo 5 funcionários. Isso parece incrivelmente baixo para um trabalho tão importante. Você usaria um banco para guardar suas economias de vida que tivesse 5 pessoas trabalhando lá e ficasse no Canadá? Talvez isso seja uma característica no mundo cripto, mas para mim isso seria uma bandeira vermelha", disse Balchunas.

Da perspectiva do analista, a infraestrutura fornecida por gigantes como Coinbase ou Ledger parece muito mais lógica para proteger grandes quantidades de capital, enquanto suas altas taxas podem ser justificadas pela escala de seus controles de segurança.

Segurança do ETF vs. chaves privadas

Como alternativa, Balchunas aponta para os ETFs à vista, onde a proteção de custódia é fornecida por entidades institucionais regulamentadas. Em teoria, isso remove o risco de falhas técnicas relacionadas a software para os investidores.

Ao mesmo tempo, as limitações óbvias dos fundos negociados em bolsa — incluindo a incapacidade de retirar moedas 24/7 ou usar Bitcoin diretamente como método de pagamento — ainda tornam esse instrumento inadequado para transações do dia a dia.

No entanto, Balchunas enfatiza que, para investidores de longo prazo que buscam apenas exposição ao preço do Bitcoin, os ETFs negociados em bolsa podem se tornar a opção preferida após o colapso da Coldcard, pois os investidores podem não estar dispostos a correr riscos no que ele vê como um mercado em grande parte improvisado para soluções de autocustódia de BTC.