O que há de errado com as stablecoins? David Schwartz, CTO emérito da Ripple, faz admissão surpreendente

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há 7 horasFonte: u.today
O que há de errado com as stablecoins? David Schwartz, CTO emérito da Ripple, faz admissão surpreendente

O arquiteto-chefe do XRP Ledger e CTO Emérito da Ripple David Schwartz reconheceu que os desenvolvedores cometeram um erro fundamental no alvorecer da indústria cripto. Eles julgaram mal como o mundo usaria o dólar digital.

O resultado é uma crise oculta de interface que ainda faz os pagamentos com stablecoins funcionarem incorretamente e permanecerem inconvenientes para os usuários mainstream.

Qual foi o erro de cálculo?

"Nosso pensamento na época era (colocando em termos modernos) que toda stablecoin de USD usaria "USD" como seu código de moeda e não havia necessidade real de o ledger suportar símbolos de ticker. As carteiras poderiam mapear emissores e moedas para símbolos de ticker", lembrou Schwartz.

Os desenvolvedores acreditavam que o ledger não precisaria de símbolos de ticker únicos para cada moeda, e que as carteiras clientes determinariam independentemente quem emitiu um ativo e como liquidar pagamentos.

Na realidade, as finanças descentralizadas tornaram-se criticamente fragmentadas. Dezenas de grandes players surgiram no mercado, cada um criando seu próprio "dólar" isolado. Em vez de simplesmente enviar dinheiro, os usuários precisam navegar constantemente por abreviações como USDT, USDC e RLUSD, quebrando completamente a experiência de usuário familiar.

A ideia de Schwartz: deixar os usuários decidirem qual dólar é "real"

Schwartz propõe olhar o sistema de pagamentos de um ângulo diferente e reformar a mecânica de liquidação, separando a lógica de exibição de ativos em dois níveis.

"Talvez a resposta certa seja que você precisa de dois tipos de tickers, um que seja global e outro que seja definido pelo usuário", observou ele.

  • Um ticker global define a natureza do ativo subjacente, como o dólar americano.
  • Um ticker definido pelo usuário é configurado individualmente pelo destinatário, com base em sua confiança pessoal em um emissor.

"Estou disposto a aceitar RLUSD, USDT ou USDC como USD. Outros podem definir USD de forma diferente", concluiu Schwartz. Embora ele esteja disposto a aceitar os principais tokens de dólar de forma intercambiável, outra empresa ou usuário pode configurar suas carteiras de maneira diferente e limitar o grupo de emissores confiáveis.

O paradoxo é que o próprio XRP Ledger tecnicamente resolveu esse problema por meio de seu mecanismo de trust line. Ele permite que os usuários especifiquem claramente quais ativos, e de quais emissores, estão dispostos a aceitar em seus saldos.

Na prática, no entanto, a indústria de pagamentos deparou-se com um problema de interface. A maioria das carteiras cripto modernas ainda lê apenas tickers de texto, ignorando completamente quem emitiu a moeda.

Na visão de Schwartz, até que as carteiras aprendam a vincular de forma flexível emissores e códigos de moeda, os pagamentos com stablecoins continuarão sendo uma ferramenta complexa para um grupo restrito de entusiastas em vez de um substituto simples e invisível para a moeda fiduciária.